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Jean Ciarallo


Vacinas salvam vidas: entenda a importância da imunização dos pets




Em sua clínica, Jean frequentemente se depara com dúvidas dos tutores a respeito da vacinação. Perguntas como qual vacina aplicar, quando vacinar, onde realizar o procedimento e por que ele é tão importante são bastante comuns. Por isso, ele esclarece alguns pontos fundamentais.

A primeira questão é saber quais vacinas são necessárias e em que momento devem ser administradas. A vacina antirrábica, que protege contra a raiva em cães e gatos, é obrigatória não apenas no Brasil, mas em diversos países. É indispensável que o animal seja imunizado anualmente, sendo a primeira dose recomendada a partir dos 120 dias de idade. A raiva é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida aos seres humanos, motivo pelo qual são realizadas campanhas anuais de vacinação para cães e gatos.

Outra imunização de extrema importância é a vacina polivalente, responsável pela proteção contra as principais enfermidades que acometem cães e gatos. Nos cães, ela oferece cobertura contra cinomose, parvovirose, hepatite, leptospirose, adenovirose e parainfluenza. Já nos felinos, protege contra panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose e leucemia.

Essas vacinas também devem ser aplicadas anualmente. Os filhotes devem iniciar o protocolo vacinal ainda nos primeiros meses de vida, por volta dos 42 dias nos cães e dos 60 dias nos gatos. Nessa fase, são necessários reforços com intervalos de 21 a 30 dias, para que o organismo desenvolva uma resposta imunológica adequada.

Existem ainda outras vacinas recomendadas, como as que previnem a gripe canina e a tosse dos canis, além da vacina contra a leishmaniose, indicada em regiões onde a doença é registrada ou para animais que viajarão para esses locais.

Quem deve aplicar as vacinas?

Para responder a essa pergunta, é importante entender que vacina não é um medicamento comum. Trata-se de um produto biológico que exige cuidados específicos de transporte e armazenamento para garantir sua eficácia. Além disso, é essencial que o animal esteja em perfeitas condições de saúde para que seu organismo responda adequadamente, produzindo anticorpos contra as doenças.

Por esse motivo, é fundamental que o pet seja avaliado por um médico-veterinário antes da aplicação. Caso contrário, o animal pode não desenvolver a proteção necessária e, futuramente, adoecer ao entrar em contato com alguns desses agentes infecciosos.

Prevenção é o melhor caminho

Por fim, Jean reforça que a vacinação é uma das medidas mais importantes para garantir a saúde dos pets, já que prevenir é sempre o melhor caminho.

Quanto aos custos, ele ressalta que os gastos anuais com consultas, avaliação e vacinação são menores do que as despesas mensais com alimentação e estética do animal. Em outras palavras, deixar de vacinar pode representar o famoso "barato que sai caro", pois além de gerar tratamentos mais caros e traumáticos, nem sempre eles são suficientes para salvar a vida do pet. Já a vacinação correta é capaz de proporcionar proteção e qualidade de vida por muitos anos.



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Escrito por Jean Ciarallo, no dia 22/06/2026

Hospital Veterinário São Francisco
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