Com a chegada do outono e do inverno, muitos tutores acreditam que os riscos de doenças nos pets diminuem por causa das temperaturas mais amenas. No entanto, essa é uma visão errada, especialmente quando falamos em zoonoses sazonais, doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos e que continuam ativas mesmo no frio. Entre as mais preocupantes estão a leishmaniose e a cinomose, que seguem fazendo vítimas em diversas regiões do Brasil durante os meses mais frios do ano.
A leishmaniose visceral canina é uma doença grave causada por um protozoário transmitido pela picada do mosquito-palha. Ela pode afetar cães e humanos, sendo considerada uma zoonose de impacto na saúde pública. Mesmo em tempos mais frios, o mosquito transmissor continua ativo em regiões de clima quente ou ameno, e a umidade do outono favorece sua proliferação. A prevenção mais eficaz inclui o uso de coleiras repelentes, controle ambiental do hospedeiro (mosquito), mas também a mudança dos horários de passeio com os pets, por isso evite o entardecer, quando há mais presença de mosquitos.
Já a cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que atinge cães, especialmente os não vacinados. Ela é transmitida por contato direto com secreções de animais infectados e pode levar à morte. A doença costuma circular com maior intensidade em áreas urbanas e abrigos com baixa cobertura vacinal, e seu agravamento é comum em períodos de queda de temperatura, quando a imunidade dos cães também diminui. A vacinação anual é a principal forma de prevenção e deve ser levada a sério desde os primeiros meses de vida do animal.
Além dessas doenças, é importante lembrar que pulgas e carrapatos não “tiram férias” no inverno. Embora a infestação possa parecer menor, esses parasitas continuam presentes em ambientes protegidos e em animais sem prevenção adequada. Eles podem transmitir doenças como erliquiose, babesiose e até a própria leishmaniose, por meio de feridas causadas pelas picadas que atraem o mosquito vetor.
A prevenção contra essas ameaças inclui o uso contínuo de antiparasitários, higienização dos ambientes e acompanhamento veterinário regular. Muitos tutores relaxam nos cuidados durante o frio, mas essa é justamente a brecha que permite que doenças se instalem.
Portanto, é fundamental manter a rotina de proteção e vigilância também no outono e inverno. Doenças graves como a leishmaniose e a cinomose não esperam o verão para agir. Com informação, prevenção e responsabilidade, é possível proteger a saúde dos pets e das famílias durante todo.
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Escrito por Jean Ciarallo, no dia 23/06/2025
Hospital Veterinário São Francisco
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