Desde muito jovem,
tenho o privilégio de pescar no Velho Chico. Meu saudoso pai, seu primo Saulo
Costa (também falecido) e meu tio João, meu eterno companheiro, íamos a Três
Marias e adjacências. Hoje temos um grupo de seis amigos que viaja sempre para
aquelas bandas. Aprendi desde cedo que o respeito à natureza e o bom companheirismo
são os principais ingredientes de uma boa pescaria. Como sempre gostamos de
acampar, fomos sofisticando nossos equipamentos e digo, sem falsa modéstia, que
temos a melhor estrutura de camping de toda a região. Temos uma equipe que sabe
montá-la e não tem preguiça de desmontá-la. Passamos vários dias com bastante
conforto e pudemos variar os lugares de pescar e conhecer novos pesqueiros.
Nossa pescaria é basicamente um pesque e solte, pois não trazemos peixe fora de medida e, atualmente, convenhamos, quase não os encontramos. Na última vez que fomos pescar, agora em março, trouxemos apenas um mandi do papo amarelo. Meus companheiros ainda conseguiram pescar alguns poucos piaus e matrinxãs. Mas o que mais chamou nossa atenção foi o nível do Rio São Francisco em Pirapora. Estive nesse mesmo local há cerca de três anos e tinha pelo menos dois metros de água a mais. E olha que foi no fim das chuvas. Imagino como o rio estava em agosto passado...
Mas sempre há esperança de que o rio volte a encher e os peixes voltem a correr. E o mais importante é o convívio amigo e a oportunidade de conviver com a natureza em sua exuberância. Quando desmontamos o acampamento, fazemos questão de recolher todo o lixo e trazer para a cidade. Penso que, sabendo cuidar da natureza, poderemos voltar várias vezes, pesco em locais onde os fazendeiros proíbem a entrada de pescadores, mas como são meus conhecidos e eles permitem que nossa turma vá lá.
Espero que Deus nos dê
saúde para continuarmos desfrutando de boas pescarias e convivendo com amigos
tão especiais. Agradeço ao Jornal CORREIO por ceder este espaço aos pescadores
amadores e campistas convictos.