Comunidade


Condomínios de Lafaiete devem redobrar o cuidado com o Coronavírus



O grande desafio para conseguir superar o momento tão complicado que vivemos nesta pandemia está na consciência coletiva. Sem vacina, medicamento específico, estrutura capaz no sistema de saúde, a única receita viável foi passada pela OMS: cumprir o isolamento social. A medida inclui só sair de casa se estritamente necessário e evitar toda forma de aglomeração. Cada um se torna responsável pelo que faz na sua própria casa e fora dela também. Mas como fazer isso se você divide o espaço com dezenas de outras famílias? Dá para se prevenir e se sentir seguro morando em um condomínio?


É exatamente nessas situações que a consciência coletiva se torna ainda mais essencial. Além de cuidar de se si próprio e sua família, o condômino precisa ter em mente que o espaço que ele divide com tantas outras pessoas precisa ser mantido sem infecção. E, claro, cabe ao condomínio orientar e até fiscalizar, de certa forma, essas questões. Com 52 apartamentos, o Residencial Flamboyant, no Manoel Correa (região nordeste) já se adequou à nova realidade. De acordo com o síndico, Eduardo Giovani Tavares, a limpeza das áreas comuns do prédio, principalmente nas maçanetas, corrimãos e teclas do elevador, passou a ser feita com produtos que possam neutralizar o coronavírus. Um dispenser com álcool em gel foi instalado dentro do elevador para que os usuários possam utilizar e, em várias partes do prédio, há avisos reforçando as medidas de prevenção.


Também há orientações para a conduta dos moradores, trabalhadores e visitantes nos espaços públicos e até dentro de seus apartamentos: “Solicitamos que os prestadores de serviços contratados do condomínio utilizem máscaras no horário de trabalho, através de avisos espalhados no hall social e dentro do elevador. Para maior segurança, pedimos que todos utilizem álcool em gel ao tocar em maçanetas e corrimãos do edifício, bem como nas teclas do elevador e usem máscara quando transitarem em área comum do prédio, principalmente quando utilizar o elevador. Nesse espaço, aliás, há outra recomendação, que é dar preferência ao uso individual do elevador. Pedimos que evitem entrar, caso já haja algum passageiro”, detalha Eduardo Giovani Tavares.


No caso de encomendas, o recomendado é buscá-las na portaria, evitando o trânsito de não condôminos dentro do prédio. “So­licitamos que os nossos condôminos evitem aglomerações em seu apartamento, com reuniões, encontros e festas. E, neste período, que reavaliem a necessidade de continuidade das obras em seu apartamento”, conclui o síndico. Se você também mora em um condomínio, vale a pena se inteirar das novas recomendações sobre a prevenção da Covid-19 - especialmente nos espaços de uso comum. E se elas ainda não existem, fale com seu síndico: já passou da hora de ligar o alerta.

Condômino é obrigado a avisar em caso de contaminação por Covid-19? 

Não há um consenso legal sobre a obrigatoriedade do condômino avisar o condomínio em caso de contaminação, mas a atitude ajudará a gestão do condomínio a adotar procedimentos para retirada de lixo, recebimento, entregas da unidade e outras situações. Contudo, o morador pode responder criminalmente se descumprir regras sanitárias que possam colocar outras pessoas em risco. Inclusive, sofrer multa por fazer uso da sua unidade de modo nocivo. Já o síndico deve manter sigilo quanto ao nome do paciente infectado e o seu apartamento, ou poderá responder criminalmente por crime de discriminação e/ou possibilitar que o infectado pleiteie ação de indenização por danos morais.




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Escrito por Redação, no dia 20/05/2020


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