Polícia


Vítimas alertam para golpe do esbarrão no Centro de Lafaiete

Uma mulher teve sua bolsa cortada, já a outra ficou sem a carteira; em um dos casos, a suspeita do crime é uma senhora


Na correria do dia a dia, a gente acaba nem dando muita atenção quando al­guém nos esbarra. No máximo, ocorre um pedido de desculpas e seguimos a vida. Mas é preciso ficar alerta, porque nem sempre esse esbarrão acontece sem querer. Muitas ve­zes, trata-se de um golpe antigo – e que ainda faz muitas vítimas. É o que aconteceu com pe­lo menos duas pessoas no Centro de Lafaiete: uma teve sua bolsa cortada de cima a baixo, com a clara intenção de furto. Já a outra ficou sem a carteira. Em um dos casos, a suspeita do crime é uma senhora: “Temos em mente a caracterização de bandido e es­quecemos que pode ser qualquer um. O bandido se disfarça ou envelhece mesmo e continua cometendo os crimes”, desabafa uma das vítimas – uma advogada, de 29 anos, que pediu para não ser identificada.
O seu caso foi registrado bem no Centro da cidade, no dia 30 de março: “Eu estava com a minha filha e entrei na fila da pipoca de uma loja. Estava com uma mochila em um dos ombros, virada para o lado da rua, quando uma senhora me esbarrou. Quando olhei, ela despistou, olhando para o outro lado. Não dei importância, por ser uma senhora. Quan­do cheguei em casa é que vi a mochila semiaberta, percebi que a carteira não estava lá. No primeiro instante, achei que havia perdido ela. Depois fui ligando os fatos e corri atrás das filmagens para ter certeza”.
Pela filmagem, a advogada pôde ver o com­portamento suspeito de duas mulheres: “Peguei as imagens na Mais Segurança, porque a loja não tem câmeras. Então, só dá para ver um pedaço do carrinho de pipoca. Nas filmagens, dá para ver as duas vindo juntas. Depois elas se separam. Isso já mostra um comportamento suspeito. Uma entrou na fila e eu fiquei atrás dela. Outra ficou na lateral e eu nem percebi. Então, ela me esbarrou. Só que a câmera não pegou isso. De outra câmera, dá pra ver elas saindo juntas e trocando um objeto, que seria a minha carteira, na es­quina da farmácia. Tiraram de uma bolsa e passaram para outra”.
O prejuízo financeiro não foi muito alto, segundo a advogada: “Levaram uma carteira na cor rosa, com toda minha documentação e da minha filha. Em dinheiro, havia só R$ 38, porque eu havia acabado de pagar um boleto, graças a Deus. O prejuízo foi pouco. Porém, o trabalho que estou tendo para tirar todos os documentos novamente é grande’, conta a jo­vem, afirmando que registrou um Boletim de Ocorrência”.
Para a advogada, a população precisa fi­car em alerta: “Além da raiva de ter sido passada para trás, fico frustrada com o ser humano. Quem imagina ser roubada por uma senhora com cara de vovó? Tenho muito respeito pelos idosos. Por isso, nem me importei com o es­barrão. Temos em mente a caracterização de bandido e nos esquecemos de que o bandido pode ser qualquer um: ele se disfarça, envelhece e continua cometendo os crimes. Que sirva de alerta para a população e que todos fiquem mais atentos”.

Bolsa cortada

Uma dona de casa, de 68 anos, por sorte, não teve nenhum objeto furtado, mas terá que comprar uma bolsa nova: “Na terça-feira, dia 7, por volta das 13h, eu estava subindo para o terminal e, passando em frente a uma loja, quando tomei um esbarrão. Olhei para trás e vi uma mulher alta e loira, de cabelos bem claros. Puxei minha bolsa para frente, mas não liguei. Quando entrei na loja, havia uma moça nova, na faixa dos 30 anos, com uma menina morena, bem vestida, cabelo curto, de uns 3 anos. Essa criança pediu um abraço, per­guntou meu nome e eu, o dela. Depois ela saiu em direção à porta – e eu também não dei importância. Quando saía da loja, outro ra­paz me esbarrou. Vi ele de costas: era alto, magro e tinha voz afeminada”.
A dona de casa continuou seu trajeto normalmente e só percebeu que sua bolsa havia sido rasgada quando entrou em outra loja: “Já perto do terminal, entrei em outra loja e pe­guei duas blusas para experimentar. Quando coloquei minha bolsa em cima do banco, dentro do vestiário, vi que ela havia sido rasgada. Fiquei gelada, assustada. Saí da loja e resolvi ir embora, porque fiquei com medo de ainda estarem atrás de mim. Tinha documento, ce­lular, cartão de banco dentro da bolsa, mas, graça a Deus, não roubaram na­da”, relata.

Aposentado fica sem o pagamento

Já um aposentado, de 72 anos, que também pediu para não ser identificado, não sabe ao certo o que aconteceu com seu pagamento. “Foi no dia 6. Tinha recebido o meu pagamento, R$ 1.558. Tirei R$ 50 para comprar uma tinta. Coloquei o restante no bolso, R$1.508. Peguei o ônibus sentido Sion, mas, antes de entrar, tinha uma fila bem grande. A moça que entrou antes de mim se sentou e eu fiquei em pé. Ela, então, me cedeu o lugar e, depois disso, eu não vi ela mais. Em determinado momento, coloquei a mão no bolso e o dinheiro não estava mais lá”.
Sem saber o que fazer, o aposentado desceu do ônibus: “Sentei em uma pracinha, para ver se eu havia colocado o dinheiro em uma bolsa de compras. Estava tão nervoso, que jo­guei a roupa toda no chão. Apesar disso, tinha certeza de que tinha colocado o meu pagamento no bolso. É o que eu sempre fazia”.
Segundo o aposentado, ele não se lembra de nenhum esbarrão, mas acha que não tinha como o dinheiro escorregar: “O bolso era bem fundo. Voltei, fiz o BO, mas fiquei sem o di­nheiro. Tive que conversar com o dono da casa onde moro, porque não tenho como pa­gar o aluguel. Ele me entendeu, graças a Deus. Agora, não vou mais sozinho para sa­car o dinheiro. Vou ficar mais esperto; ter mais precaução”.




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Escrito por Redação, no dia 14/05/2019


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