Opinião


Confusão na Câmara escancara falta de comando da presidência



A confusão ocorrida na Câmara Municipal de Lafaiete, na noite de terça-feira, dia 19, escancarou a falta de comando e a inexperiência do atual presidente do Legislativo, vereador Fernando Bandeira (PTB). Ao contrário dos últimos furdúncios provocados pelo cidadão, conhecido pela alcunha de Wesley Bolsonaro, dessa vez a coisa, de fato, foi mais séria, com xingamentos de lado a lado, empurrões, ameaças diversas e tentativas de invasão de áreas privativas do Legislativo.
Percebe claramente que os embates vêm piorando e se agravando a cada reunião. Há pouco tempo só se ouvia xingamentos e palavras de baixo calão. Na noite da última terça-feira, dia 19, quase se chegou às vias de fato, já que o imbróglio envolveu, além do cidadão Wesley Bolsonaro, o esposo da vereadora Carla Sássi, Mateo Rinoldi, e pessoas ligadas ao acusado de ser pivô do lamentável episódio. Caso providências não sejam tomadas rapidamente para conter os mais exaltados, em breve estaremos contabilizando mais uma tragédia, com mortos e feridos, em plena Egrégia de Lafaiete.
Mais do que nunca, é preciso serenidade e firmeza por parte da Mesa Diretora daquele recinto. O tumulto recente poderia ter sido evitado se o atual presidente cumprisse à risca o Regimento Interno do Legislativo, que proíbe, entre outras coisas, a manifestação da plateia. Naquele dia, Wesley Bolsonaro, seus amigos e o ex-vereador Manoel Vespúcio, estavam aos gritos chamando a atenção, criticando e elogiando determinados edis, que se revezavam na palavra franca. Cabia ao presidente do parlamento exigir que os manifestantes parassem sob pena da reunião ser interrompida até que o respeito àquele plenário voltasse à normalidade.
No entanto, a reunião prosseguiu em meio àquela confusão, culminando com a reação do marido da edil Carla Sássi. Daí em diante só se viam e ouviam baixarias de ambas as partes, culminando num dos mais vergonhosos acontecimentos da história recente do Poder Legislativo. Faltou pouco para não serem registradas as vias de fato e, por consequência, uma tragédia com vítimas de ambos os lados. Numa casa onde o respeito às leis, às normas e às pessoas foi relegado a planos secundários, só resta pedir e exigir o seu fechamento.
Não dá, caros leitores, para manter a Egrégia aberta e funcionando daquela maneira. É preciso restabelecer a ordem, a dignidade e o respeito daquela Casa Legislativa. Se Fernando Bandeira considera-se incapaz de conduzir o parlamento local e rechaçar com firmeza confusão daquele naipe, que passe, então, o bastão para quem ousa enfrentar aquele turbilhão. Das duas, uma: ou a Câmara enfrenta e encara o problema, ou o problema vai engolir a outrora “Casa do Povo”. Tudo isso é uma questão de tempo.




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Escrito por Redação, no dia 25/02/2019


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