Saúde


Confira as dicas da nutricionista Graziele e saiba para que serve e onde encontrar a vitamina D



Embora no Brasil as regiões sejam privilegiadas a exposição solar, a deficiência de vitamina D é mais comum do que se pode imaginar. A hipovitaminose D é um problema frequente em todo o mundo, estimando-se que 1 bilhão de pessoas sofram de insuficiência ou deficiência dessa vitamina, acometendo diversos públicos como idosos, mulheres na menopausa, crianças e adolescentes.

A vitamina D é conceituada um pró – hormônio (secosteroides), entretanto classificada como vitamina. Exerce extrema importância para regulação de cálcio no organismo e metabolismo ósseo. É possível adquirir em duas diferentes formas: ergocalciferol ou vitamina D2 e colecalciferol ou vitamina D3.

A vitamina D2 é proveniente das plantas e fungos onde é formada pela irradiação do ergosterol, e absorvido da dieta pela absorção no duodeno e jejuno. Por outro lado, a vitamina D3 é encontrada em  fontes animais (ex: peixes gordurosos,vísceras) e também sintetizada na pele pela ação fotoquímica dos raios ultravioleta B: UVB

 

Ação da  vitamina D

A vitamina D está envolvida na regulação de mais de 1.000 genes, diante disso exerce papel em muitos outros processos fisiológicos. Estudos epidemiológicos relatam que a deficiência de vitamina D pode estar associada a diabetes melito tipo 1, asma, dermatite atópica, alergia alimentar, doença inflamatória intestinal, artrite reumatoide, doença cardiovascular, esquizofrenia, depressão e alguns tipos de câncer: mama, próstata, pâncreas, cólon. Os principais sítios de ação da vitamina D são: intestino delgado - aumenta a absorção intestinal de cálcio e fósforo.  Ossos – promove a formação do osso endocondral, estimula a proliferação e diferenciação dos condrócitos e a mineralização da matriz óssea.  Rins -  aumenta a reabsorção tubular renal de cálcio.

 

Fontes da vitamina D

É obtida pela síntese cutânea, aproximadamente 90% após exposição Solar. Os 10% são obtidos de fontes alimentares

 

1 - Síntese cutânea

Durante a primavera, outono e verão, 10 a 15 minutos de exposição solar, entre 10h e 15 horas, é suficiente para a síntese da vitamina D em pessoas de pele clara. Aos de pele escura (a melanina absorve os fótons de UVB, funcionando como um protetor solar natural) interferindo nessa produção. O uso de protetor solar com fator de proteção maior do que 30 pode diminuir a síntese da vitamina D em até 90%, se usado de forma adequada. Entretanto, como as pessoas geralmente o utilizam em menor quantidade, o efeito negativo sobre a síntese cutânea da vitamina D também é diminuído. Outros fatores que reduzem a síntese da vitamina D na pele são: altitude elevada, uso de roupas que cubram quase todo o corpo, passar a maior parte do tempo em ambientes fechados, poluição e tempo nublado.

Cabe ressaltar que a exposição solar deve ser equilibrada, pois pode gerar  câncer de pele, especialmente o melanoma. Não existe um nível seguro de exposição que possa ser recomendado. Sugere-se evitar a exposição solar direta em lactentes menores de 6 meses e a exposição solar deve ser limitada nas demais crianças. A fototerapia prescrita para alguns recém nascidos não influencia nos níveis séricos de vitamina D porque as lâmpadas de fototerapia não emitem raios UVB.

 

2 - Fontes alimentares

As fontes alimentares de vitamina D não conseguem suprir as necessidades dessa vitamina. Pois os alimentos fontes não fazem parte do hábito alimentar da população e/ ou não são consumidos em proporções adequadas. Tais alimentos incluem: óleo de fígado de bacalhau, sardinha enlatada, atum, salmão, fígado de boi, Iogurte, gema de ovo, leite materno, leite de vaca

 

Grupos de risco e principais causas de hipovitaminose D?

A insuficiência e a deficiência de vitamina D são comuns em filhos de mães que tiveram hipovitaminose D durante a gestação. Períodos de crescimento acelerado do esqueleto, como nos lactentes entre 0-12 meses de idade e nos adolescentes entre 9-18 anos, são particularmente vulneráveis ao desenvolvimento da hipovitaminose D11. Dieta vegetariana, alguns tipos de medicamentos (ex: anticonvulsivantes, antirretrovirais, glicocorticoides, antifúngicos), síndromes de má absorção intestinal (ex: fibrose cística, doença celíaca, doença inflamatória intestinal, colestase, cirurgia bariátrica) e obesidade. Causas genéticas  como deficiência da enzima 25-hidroxilase, deficiência da 1-alfa-OH (mutações do CYP27B1), e resistência à ação da vitamina D são incomuns.

 

Sintomas de hipovitaminose D

Pode ser assintomática, porém de acordo com sua gravidade e duração, pode se manifestar como atraso do crescimento, atraso do desenvolvimento, irritabilidade, dores ósseas e, quando grave e prolongada, causar deficiência de cálcio e fosfato, raquitismo em crianças e osteomalácia em adolescentes e adultos.

 

Graziele das Graças T. Mendes

Nutricionista pós-graduada em Nutrição Clínica e Esportiva.

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Escrito por Redação, no dia 11/02/2019


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