Esportes


Pela primeira vez na história, lafaietenses pescam no interior do Parque Indígena do Xingu



Em dezembro de 2018, durante uma pescaria em Barcelos-AM, recebi um convite para pescar em uma aldeia indígena no interiorzão do Parque Nacional do Xingu. Trata-se de um projeto de pesca esportiva, com autorização da Funai, nas aldeias Morená e Arayo. O parceiro das aldeias nesse projeto é a empresa Uni­ver­si­dade da Pesca, cujo sócio é Ian Arthur de Sulocki, sócio/proprietário do Kalua Barco Hotel. A empresa organiza grupos de 6 a 8 pessoas partindo de Sinop-MT. O projeto prevê apenas duas semanas de pesca por mês, com 10 a 12 grupos por ano, partindo em voo fretado até as aldeias.Já existia um grupo parcialmente formado, ainda com quatro vagas, por isso convidei os amigos Candian, Diogo e Mucio, que imediatamente toparam a aventura. Partimos para Sinop na manhã do dia 10 de outubro, onde encontramos o restante da turma. Regina e Sérgio, mãe e filho, comerciantes em Petrópolis-RJ, Gustavo Nero, jovem cirurgião plástico de Franca-SP, e Ian Sulocki completaram a equipe.

 

Seguimos em dois aviões fretados na manhã do dia 11, até a aldeia Arayo- Polo Pavuru, uma hora de voo, e dali mais 40 minutos de barco até a aldeia Morená, de etnia Kamayurá, onde ficamos hospedados. O alojamento é em barracas individuais, montadas dentro de uma grande oca, ao lado, em uma oca menor, está o refeitório. Alojamento e refeitório ficam a 200 metros da aldeia, e o acesso a ela só é permitido com autorização e acompanhamento do cacique.Logo após a chegada, o grupo foi dividido em três times, para cinco dias e meio de pescaria. As equipes ficaram assim definidas: Time Tracajá, em homenagem ao projeto de preservação desse quelônio desenvolvido na aldeia: Mucio, Candian e eu. Time Morená, em homenagem a aldeia: Ian, Diogo e Gustavo. Time Doido, apelido do Sergio: Regina e Sérgio.Como já é de praxe, faríamos a premiação para o maior peixe de couro e escama, com troféu para o pescador e piloteiro.

O rio Xingu é formado pela confluência de três rios: Kuluene, Ronuro e Batovi, que formam um grande poço, exatamente em frente a aldeia, chamado lá de Poção, sendo já o primeiro ponto de pesca.

 

A pescaria teve início já no dia da chegada, cada time com objetivos distintos. Morená dedicou principalmente à pesca de superfície com iscas artificiais; Tracajá optou pela pesca de fundo com iscas naturais e Doido alternando as duas modalidades. Foram cinco dias e meio de pesca, com muita ação e grande variedade e quantidade de peixes.

 

No terceiro dia de pescaria, Mucio definiria o troféu de maior peixe de escama, com uma grande cachorra larga de 98 cm, imbatível. O troféu do maior couro ainda indefinido, com várias pirararas, porém de tamanhos próximos.

 

No final da tarde do quinto dia, finalmente, saiu o troféu do maior peixe de couro, uma piraíba gigante de incríveis 2,15m, espetáculo de peixe. Nesse dia ainda embarcamos outra piraíba, porém um pouco menor, de 1,7m, também um belíssimo peixe. Final de festa, último dia de uma aventura fantástica, todo mundo feliz. Foram 23 espécies fisgadas, diferentes com número incontável de exemplares em cinco dias e meio de pescaria.

 

Após o jantar, seguiu-se  a premiação com troféus entregues pelo cacique Yawapi. Maior escama, Mucio com o piloteiro Major; maior couro, eu com o piloteiro Felipe. Grande aventura, grande pescaria, grande experiência de vida. Mudou todos os conceitos que eu tinha em relação aos índios, que são FANTÁSTICOS.


Confira mais fotos na galeteria http://www.jornalcorreiodacidade.com.br/galeria/index.php?id=38




Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383


Escrito por Redação, no dia 01/12/2018


Comente esta Notícia