Opinião


Confira a crônica do advogado criminalista Silvio Lopes



IMAGENS: Pedras insólitas. Pedras desacostumadas, em desuso. Isso é coisa ou fato fora do normal? Os homens de hoje, outrossim, estão vazios no meio de outras pedras. O exame da questão é abstrato, de difícil entendimento. Fica, enfim, uma tarde ociosa, tunante. O pensamento anda na tuna, na vadiagem mais vexada. As palavras estão no meio da rua. Estou confiado que elas irão permanecer debaixo da lua. Para ser franco, livre, sem restrição de qualquer espécie, no bolso do paletó, bolso gauche, levo um pedaço de papel repleto de saudade. Em tese, nele teria gênese um conjunto de tudo e de elementos que destruíssem essa tristeza rude, bruta, agreste. Essa tristeza tão tosca, a parte mais grosseira na construção de um observador. Sem sotaque, observo as janelas cerradas. Todas as janelas das casas estão cerradas. Os homens nas casas cerraram os olhos. Sopra um vento frio, mistral, vento forte do nordeste no Mediterrâneo, que entendeu de invadir qualquer frestado entre as pedras, as palavras e, o coração de quem escreve ou anota. É assim que tudo corre nesse ponto de inflexão, nesse ponto em que uma curva muda de sentido.


Sílvio Lopes de Almeida Neto
     Julho 30, 2018



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Escrito por Redação, no dia 19/08/2018


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