Região


Hélio Campos fracassa em seu primeiro ano de governo



Encerramento de ciclos é sempre um momento de avaliação do que foi feito e do que está por vir. E no caso da gestão de Ouro Branco, é impossível analisar os fatos sob uma ótica positiva. Mesmo que se pese o período de crise econômica, o que se esperava de 2017 passa ao largo da realidade observada: Ouro Branco é hoje uma cidade suja, abandonada e nauseabunda. Sobram lixo, mato e buracos nas ruas, enquanto faltam bueiros e iluminação pública.

Obras iniciadas sem perspectiva de fim ? e algumas são tão simples, que poderiam ser concluídas sem grandes gastos ? evidenciam uma falta de zelo com o lugar onde a vida da cidade se desenrola. Temos um hospital onde, muitas vezes, falta o essencial. Falta até pontualidade e compromisso no pagamento daqueles que fornecem produtos e serviços à administração municipal.

Ninguém discorda que os anos de fartura em recursos ficaram no passado. Mas essa já era a realidade observada quando o experimentado político Hélio Campos ? ex-prefeito da cidade e bem relacionado na esfera municipal ? foi eleito. Como poucos, ele conhece a cidade, com suas potencialidades e limitações. Em um pleito com outros oito candidatos, obteve 40.60% dos votos válidos, em uma clara demonstração de confiança nas suas propostas. Mas não correspondeu. Manifestações em redes sociais corroboram com essa análise. Basta querer ver.

E mesmo que em queda, essa arrecadação ainda é de dar inveja a maioria dos municípios vizinhos, que demonstram muito mais criatividade, engajamento e jogo de cintura para gerir em situações adversas. O prefeito que vai às ruas e abraça ? no sentido literal da expressão ? o morador de Ouro Branco em eventos sociais parece estar de costas viradas para o seu povo.

E não é nem possível colocar a culpa na oposição, já que a Câmara não foi barreira em momento algum para as suas atividades. O Legislativo não marcou pressão contra seus atos e, durante todo o exercício de 2017, demonstrou complacência com suas decisões. Hélio Campos dispôs, da maneira que desejou, da cidade. E não fez da cidade o que o cidadão deseja.

Analisar a vida em ciclos nos permite imaginar a abertura de um novo tempo e nos proporciona o direito a um pouco de esperança no que está por vir. Se não lhe falta capacidade, que em 2018 pelo menos haja vontade para assumir a cidade e governar como se deve: com decisão, ousadia, força e, antes de mais nada, compromisso com o cidadão, que merece uma cidade bem melhor do que a que tem hoje.

Matéria extraída do Jornal Ponto de Vista



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Escrito por Redação, no dia 26/12/2017


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