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Lafaietense é artilheiro e craque do Cruzeiro



Aos 4 ou 5 anos, Felipinho já mostrava seu talento no futsal. Depois, no futebol do Mineiro, Ferroviário e, por último, no Projeto Obec/Atletique. Quando era levado aos jogos pela mãe, Simone, alguém sempre comentava que o garoto era muito bom de bola. ?Eu ouvia, mas, para mim, eram todos iguais, porque eu não entendo de futebol?, enfatizou Simone.
O tempo passou e Felipinho sempre deixava sua marca como artilheiro e campeão em  Lafaiete. No começo de 2018, disputando o campeonato do Instituto Mineiro das Escolinhas de Futebol (Imef), Felipinho enfrentou o Cruzeiro na Toca da Raposa e chamou a atenção do treinador cruzeirense Léo, que comunicou aos pais o interesse do time azul. Na mesma época, um agente do Corinthians também gostou do futebol do garoto e entregou um cartão ao pai, Elton. A princípio, a família nem acreditou muito, mas, depois, conferiu e era mesmo um agente oficial do Coringão.
Em maio, surgiu a oportunidade de treinar no Cruzeiro e, como foi aprovado, os pais contrataram um ?personal?, o Fábio Molla, para o aperfeiçoamento da forma física do garoto. ?O Felipinho é um menino dedicado e completo nos fundamentos. Tem chute certeiro, é veloz, habilidoso e sabe dar o combate na saída de bola?, destacou Molla, que também é seu treinador no UFC Fut7, campeão no Dom Pedro II.
Em junho, a mãe, Simone, passou por uma exaustiva e até assustadora experiência. ?Resolvemos levar o Felipinho a São Paulo. Foi feita uma série de exames mas, depois da apresentação junto com centenas de garotos e a reunião com os diretores corintianos, fui informada de que teria que deixar meu filho, todos os dias, às 8h, e só buscá-lo às 17h. Isso, para mim, era o fim do mundo. Com 9 anos, meu filho nunca havia saído de perto de mim e eu tive como única opção passar todos os dias daquela semana, às vezes até chorando, das 8h às  17h, sentada ao lado do portão do Parque São Jorge?, relatou Simone. Felipinho foi aprovado também no time corintiano mas, pela proximidade, a opção foi o Cruzeiro.
Durante o segundo semestre, os pais levaram o garoto ao Cruzeiro entre duas e três vezes por semana. Felipinho foi campeão, artilheiro de sua equipe com 10 gols e craque da categoria na disputa do Imef. A fase é muito boa para o garoto mas, para a mãe, nem tanto. Em outro teste em Belo Horizonte, Felipinho foi aprovado também e convocado para ser atleta do Colégio Batista Mineiro.
Para facilitar a vida do garoto com o aumento de dias de treinamento no sub-11 do clube celeste, no futebol de campo e no futsal, e para estudar na capital, a família está de mudança para Belo Horizonte. Com o Cruzeiro, Felipinho está na final da Copa Alto Paranaíba, um torneio de futebol em São Gotardo (MG). A decisão do título foi na quarta-feira, dia 30 (após o fechamento deste caderno). Estaria aí surgindo um novo camisa 9 para solucionar os problemas do Mano Menezes? Alguns lafaietenses também seguiram esses passos. Daniel Correa, Romeu e Jonathan surgiram para o futebol no Cruzeiro. Ygor e Jean, no América. Todos ainda no mirim. (Amauri Machado).



Escrito por Esporte, no dia 08/02/2019