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Lafaietenses fisgam tucunarés-açu no rio Negro



Para quem ama pescar, não haveria ma­neira melhor de fechar mais um ano, do que ir atrás dos tucunarés-açu do rio Negro. Dessa vez, a representação lafaietense no con­for­tável barco hotel Kalua ficou a cargo do Eduardo (Falcani Empre­en­di­men­tos) e Adinei (Esquadrex). Mas quando chegamos, as notícias não eram empolgantes. Havia chovido muito nas duas se­manas que antecederam à nossa chegada a Bar­celos, local de saída para a na­vegação no Rio Negro, e o fenômeno co­nhecido co­mo repiquete - quando o rio começa a su­­bir o nível - estava atuando.
Mas a empolgação ainda era grande. Embarcamos sábado pela manhã no barco hotel e já ?zarpamos? rio acima, para, ainda na parte da tarde, começarmos a pescaria dos tucunarés. Saíram poucos e pequenos peixes nos dois primeiros dias, mostrando que não seria fácil a captura dos grandes tucunarés. Para encontrarmos a estratégia perfeita, usamos iscas artificiais de toda espécie: superfície, hélice, meia água, de fundo e, inclusive, os shades, mas nada disso fazia os ?bichões? saírem da mata, literalmente, em função da subida do rio.
As coisas começaram a mudar no terceiro dia, quando passamos a capturar alguns bons exemplares em tamanho atingindo até 14 libras! Mas a quantidade ainda era pouca. Na tarde do quarto dia, quando chegamos, à lagoa Atauí, começamos a desfrutar de uma quantidade maior de peixes e de bons tamanhos, tendo o prazer de sentir a ?pancada? dos grandes açus nas iscas de superfície, principalmente na hélice. Só por esse dia já valeu toda a viagem!
O barco hotel chegou até a entrar no rio Padauari para nos dar a oportunidade de subir um pouco mais com os bo­tes e tentar capturar outras boas es­pé­cies. E foi o que aconteceu! Mas com os bons exemplares veio também a forte chuva, que até ajudou e muito a refrescar o calor habitual na região nessa épo­ca do ano. Já navegando de volta pelo Rio Negro em direção a Barcelos, cidade onde pernoitaríamos e voaríamos de volta para a terrinha com conexões aéreas em Manaus e Brasília até chegarmos a Belo Horizonte, tivemos uma pescaria excelente, com uma boa quantidade e variedade de peixes, incluindo trairão, acará-açu, tucunarés popoca, borboleta e os próprio açu, inclusive com fisgadas que estouraram linhas.
E assim nos despedimos de mais uma temporada de pescaria em Bar­celos, já ansiosos para o próximo ano. O local está se tornando parada ?obrigatória? no calendário de pesca! Ah! É sempre bom se lembrar de praticar a pesca esportiva, para podermos desfrutar des­sa sensacional emoção de fisgar os grandes peixes. Até a próxima!

Marco Aurélio Rossini
Médico e pescador inveterado
koreirossini@gmail.com




















Escrito por Pesca, no dia 04/01/2019