Daniela Costa


Não se pode esquecer



 Desejo toda felicidade para Virgnia Bernardo Paiva, que festeja o seu aniversrio no domingo, dia 2. Receba o nosso carinho.

- Felicidades, no dia 4, para Emerson Rodrigues Neiva, que comemora o seu aniversrio ao lado dos amigos e familiares.






Em dezembro de 2018, durante uma pescaria em Barcelos-AM, recebi um convite para pescar em uma aldeia indgena no interiorzo do Parque Nacional do Xingu. Trata-se de um projeto de pesca esportiva, com autorizao da Funai, nas aldeias Moren e Arayo. O parceiro das aldeias nesse projeto a empresa Universidade da Pesca, cujo scio Ian Arthur de Sulocki, scio/proprietrio do Kalua Barco Hotel. A empresa organiza grupos de 6 a 8 pessoas partindo de Sinop-MT. O projeto prev apenas duas semanas de pesca por ms, com 10 a 12 grupos por ano, partindo em voo fretado at as aldeias.
J existia um grupo parcialmente formado, ainda com quatro vagas, por isso convidei os amigos Candian, Diogo e Mucio, que imediatamente toparam a aventura. Partimos para Sinop na manh do dia 10 de outubro, onde encontramos o restante da turma. Regina e Srgio, me e filho, comerciantes em Petrpolis-RJ, Gustavo Nero, jovem cirurgio plstico de Franca-SP, e Ian Sulocki completaram a equipe.
Seguimos em dois avies fretados na manh do dia 11, at a aldeia Arayo- Polo Pavuru, uma hora de voo, e dali mais 40 minutos de barco at a aldeia Moren, de etnia Kamayur, onde ficamos hospedados. O alojamento em barracas individuais, montadas dentro de uma grande oca, ao lado, em uma oca menor, est o refeitrio. Alojamento e refeitrio ficam a 200 metros da aldeia, e o acesso a ela s permitido com autorizao e acompanhamento do cacique.
Logo aps a chegada, o grupo foi dividido em trs times, para cinco dias e meio de pescaria. As equipes ficaram assim definidas: Time Tracaj, em homenagem ao projeto de preservao desse quelnio desenvolvido na aldeia: Mucio, Candian e eu. Time Moren, em homenagem a aldeia: Ian, Diogo e Gustavo. Time Doido, apelido do Sergio: Regina e Srgio.
Como j de praxe, faramos a premiao para o maior peixe de couro e escama, com trofu para o pescador e piloteiro.
O rio Xingu formado pela confluncia de trs rios: Kuluene, Ronuro e Batovi, que formam um grande poo, exatamente em frente a aldeia, chamado l de Poo, sendo j o primeiro ponto de pesca.
A pescaria teve incio j no dia da chegada, cada time com objetivos distintos. Moren dedicou principalmente pesca de superfcie com iscas artificiais; Tracaj optou pela pesca de fundo com iscas naturais e Doido alternando as duas modalidades. Foram cinco dias e meio de pesca, com muita ao e grande variedade e quantidade de peixes.
No terceiro dia de pescaria, Mucio definiria o trofu de maior peixe de escama, com uma grande cachorra larga de 98 cm, imbatvel. O trofu do maior couro ainda indefinido, com vrias pirararas, porm de tamanhos prximos.
No final da tarde do quinto dia, finalmente, saiu o trofu do maior peixe de couro, uma piraba gigante de incrveis 2,15m, espetculo de peixe. Nesse dia ainda embarcamos outra piraba, porm um pouco menor, de 1,7m, tambm um belssimo peixe. Final de festa, ltimo dia de uma aventura fantstica, todo mundo feliz. Foram 23 espcies fisgadas, diferentes com nmero incontvel de exemplares em cinco dias e meio de pescaria.
Aps o jantar, seguiu-se  a premiao com trofus entregues pelo cacique Yawapi. Maior escama, Mucio com o piloteiro Major; maior couro, eu com o piloteiro Felipe. Grande aventura, grande pescaria, grande experincia de vida. Mudou todos os conceitos que eu tinha em relao aos ndios, que so FANTSTICOS.

Veja no site www.jornalcorreiodacidade.com.br todas as fotos da aventura e o dirio completo da primeira pescaria de um grupo lafaietense no interior do parque indgena do Xingu.


http://www.jornalcorreiodacidade.com.br/galeria/index.php?id=38



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Escrito por Daniela Costa, no dia 07/12/2018




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